segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
aposentadoria

          Com a volta dos trabalhos no Congresso, a partir de 1º de fevereiro, o governo vai jogar pesado para aprovar o Projeto de Lei 1.992/07. O texto cria regime de previdência complementar para novos servidores federais. A principal alteração é a criação de um teto para aposentadorias. O parâmetro é o limite pago pela Previdência Social aos trabalhadores da iniciativa privada. Atualmente, o valor está em R$ 3.916,20.
          Os novos servidores não vão receber aposentadoria integral, como acontece hoje com o funcionalismo. Quem quiser ganhar acima do teto terá que aderir ao Funpresp (Fundo de Pensão dos Servidores Públicos Federais), que será formado para complementar os benefícios. O projeto prevê a criação de três fundos para cada Poder — Executivo, Legislativo e Judiciário.
          A alteração será obrigatória para os novos concursados e facultativa a quem já está no quadro de pessoal. A meta da presidenta Dilma Rousseff é diminuir o déficit da Previdência Pública que, segundo o governo, fechou o ano passado em R$ 60 bilhões.
          O diretor de Documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Antônio Augusto Queiroz, explicou que as mudanças são significativas para o regime público e o complementar: “O primeiro, que ficará limitado ao teto do INSS, é de repartição, enquanto o segundo, que será facultativo para a parcela da remuneração que exceda ao teto do INSS, é de capitalização”.
          Ele acrescenta que “nos planos de benefícios, que no regime próprio são definidos, o servidor sabe previamente quanto terá de aposentadoria. Na previdência complementar, o servidor sabe com quanto contribuirá, mas não tem ideia de quanto terá de aposentadoria ou pensão”.

Principais mudanças a caminho na União:

DESTAQUES
          Confira a seguir as principais mudanças na previdência do servidor federal. Os destaques foram apresentados pelo Diap.

CONTRIBUIÇÃO
          A contribuição para o regime próprio continuará de 11% e a da previdência complementar será de, no máximo, 7,5%. No regime próprio da União, o governo deve contribuir com o dobro do que o servidor público recolhe, enquanto no regime complementar, o pagamento máximo do empregador, neste caso, o governo federal, será equivalente à contribuição do funcionário público.

PRAZO PARA ADESÃO
          Os atuais servidores que tenham ingressado no serviço público até o dia anterior ao funcionamento da entidade de previdência complementar poderão, mediante prévia e expressa opção, aderir ao novo regime. Terão o prazo de 180 dias após a instalação do fundo de pensão dos servidores para participar. Quem optar pelo novo regime vai passar a contribuir para o regime próprio (11%) até o teto do INSS e, na parcela que exceder o valor de R$ 3.916,20, contribuirá para a previdência complementar (7,5%).

CÁLCULO
          Ao atual servidor que optar pela previdência complementar será assegurado um benefício especial, calculado com base nas parcelas das contribuições recolhidas ao regime próprio de previdência acima do teto do INSS, que será atualizado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

COMPOSIÇÃO
          A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) terá sede em Brasília e vai contar com um Conselho Deliberativo, uma Diretoria-Executiva e um Conselho Fiscal. Os conselhos deliberativo e fiscal terão participação do patrocinador (a União) e dos servidores.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
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          A CEBRAEX – Consultoria em Ensino Superior no Brasil e no Exterior desenvolveu projeto no ramo de  apoio à educação superior, especificamente na área de segurança pública, proporcionando, via parceria com a ANSEF, uma série de descontos aos seus associados e dependentes já graduados, representando uma grande oportunidade de expandirem suas bases de conhecimento dando um up grade em seus currículos e, com isso, vislumbrando futuras oportunidades profissionais.
         O Mestrado em Segurança Pública é realizado pela UK – Universidade John F. Kennedy na Argentina, intermediado pela CEBRAEX  – Consultoria em  Ensino Superior no Brasil e no Exterior. O curso esta em processo de reconhecimento pelo CONEAU – Comitê Nacional de Avaliação e Credenciamento Universitário do Ministério de Educação da República Argentina e a UK é uma das mais tradicionais universidades argentinas e é realizado na sua Escola de Pós Graduados na Capital Federal, Buenos Aires. A legislação brasileira prevê a sua validação para docência e pesquisa.
        

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
salario

          Representantes de diferentes classes do funcionalismo federal aprovaram a data para o lançamento da campanha salarial unificada: será no dia 15 de fevereiro. Líderes das categorias já visitaram o Ministério do Planejamento, a Secretaria Geral da Presidência da República, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), para entregar o documento com reivindicações. 
          Entre os itens que compõem a pauta, estão: definição de data-base em 1º de maio; política salarial permanente, com reposição inflacionária; valorização do salário base e incorporação das gratificações; cumprimento, por parte do governo, dos acordos e protocolo de intenções firmados; paridade entre ativos, inativos e pensionistas.
          Para os representantes, é necessário que o governo retire de pauta alguns projetos de lei, medidas provisórias e decretos que sejam contrários aos interesses dos servidores. Segundo a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público), os mais problemáticos são os que preveem congelamento de investimentos públicos pelos próximos 10 anos e o que institui o regime de previdência complementar para os servidores públicos federais.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Com os nervos à flor da pele, resultado da crise de credibilidade após revelações de movimentações financeiras atípicas de magistrados, a elite da toga, reunida em Teresina, apontou ontem interesses de “emparedar” o Supremo Tribunal Federal exatamente no ano em que será julgado o maior escândalo da Era Lula.

O mensalão pode ser o pano de fundo da turbulência que atravessa a magistratura, desconfiam líderes da classe, doutos desembargadores e desembargadoras que presidem os 27 Tribunais de Justiça do País e que estão reunidos desde quinta-feira para debater o “aprimoramento das atividades” do Poder que julga.

Sem citar explicitamente os nomes dos inimigos – por cautela, até que se prove o contrário, como manda o rito processual, adotam o silêncio quando instados a identificar quem os aflige -, magistrados acreditam que “alguns réus” do processo criminal que desafia o STF ou pessoas ligadas a eles estão à sombra de uma trama bem urdida para desestabilizar o Judiciário. Entre os 38 réus do mensalão, pontuam os magistrados, vários ainda têm força política aqui e ali.

“O Supremo está emparedado por pessoas que querem abalar os alicerces do Judiciário”,brada Henrique Nélson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a mais poderosa e influente entidade da toga, com 15 mil magistrados a ela agregados.

“Que processo o Supremo vai julgar proximamente? O mais importante de todos os processos”, diz Calandra. “Alguns réus podem estar por trás disso (dos ataques à toga). Que tem, tem. Eu não estou falando do Zé Dirceu (ex-ministro chefe da Casa Civil de Lula), ele foi meu colega da faculdade. Mas é estranhíssimo que no dia em que o ministro Joaquim Barbosa (relator do mensalão) passa o processo para Lewandowski aí vem essa onda toda, que ele (ministro Ricardo Lewandowski) levantou (pagamentos acumulados do TJ-SP). Acho que tem alguma coisa esquisita nisso tudo”, sentencia Calandra.

O desembargador Marcus Faver, dirigente máximo do Colégio de Presidentes dos TJs, também faz suas conjecturas. “O Judiciário brasileiro está sofrendo um abalo nas suas estruturas. A quem interessa abalar as estruturas de um Poder constituído e que defende os princípios democráticos de um País?”, indaga Faver, que foi presidente do Tribunal de Justiça do Rio e integrou a primeira composição do CNJ.

“Pode até ser gente de fora (do rol dos mensaleiros), não é? Mas ligada a esse grupo”, conspira o presidente da AMB.

Ivan Sartori, presidente do TJ de São Paulo, maior corte do País, vai na mesma toada. “Acho que existe sim um movimento contra o Supremo. Não sei qual é a razão. Há várias especulações. Esse movimento vem de lados que não sabemos de onde, mas que vem se utilizando da imprensa com certeza. Alguns especulam que seria do caso do mensalão, outros especulam que seria simplesmente uma divergência, uma dissonância entre o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o Supremo. A verdade é que existe uma situação de hostilidade, pelo menos a imprensa demonstra, contra o STF por interesses que não sabemos, por enquanto, quais são. Vamos ter que apurar”, prega Sartori.

Com a palavra Edvaldo Pereira de Moura, desembargador, presidente do TJ do Piauí, 64 anos, “magistrado de carreira desde 14 de julho de 1977″: “O que a gente percebe, não é de hoje, é que parece que existe um movimento orquestrado de descrédito e desmoralização da Justiça. É difícil a gente apontar esse ou aquele por esse movimento, mas a gente percebe esse interesse. O Calandra indica que esse processo (do mensalão) é que motivaria essa preocupação com a desestabilização”.

Carta. Ao fim do encontro, os magistrados endossaram, por unanimidade, carta em que manifestam a preocupação com a crise. Com apenas quatro itens, a carta manifesta “profunda preocupação com o momento vivido pelo Poder Judiciário em face da notória exposição negativa a que tem sido submetido em detrimento da democracia”. Enfatizam, ainda, “a importância de ser integralmente preservada a autonomia dos tribunais”. Sobre a divulgação das movimentações financeiras da classe, cutucam o CNJ ao enfatizar que “o ordenamento jurídico brasileiro impõe a necessidade de autorização judicial para a quebra de sigilo fiscal e bancário, em respeito à dignidade humana”.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
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Os cascalhos que caíam a cada vez que a porta do elevador se abria podem ter sido os sinais mais visíveis da tragédia que estava para acontecer na avenida Treze de Maio, no centro financeiro do Rio de Janeiro, às 20h30 da quarta-feira 25. “Era comum ver pedaços de reboco em cima daquele elevador”, lembra Cleyton da Silva Almeida, 22 anos. Sabe-se, hoje, que essas foram as últimas evidências de que algo estava errado dadas pelo clássico Liberdade, nome com o qual o prédio de 20 andares fora batizado há 71 anos. O diagramador Almeida, que trabalhava numa empresa de informática no local há quatro anos, teve a sorte de não estar dentro do prédio quando ele desabou arrastando duas outras edificações vizinhas, o Colombo, de dez andares, e um prédio de quatro andares. Até a sexta-feira 27, o saldo era de 15 desaparecidos, cinco feridos, 11 mortos e um cenário de horror que lembrava a queda das torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Os escritórios comerciais viraram, em segundos, uma montanha de entulho de quase 15 metros. O País viu, na internet e na televisão, as cenas registradas por testemunhas e, em especial, a imagem gravada por uma câmera de segurança de um prédio próximo, na qual pessoas correm pela avenida enquanto uma gigantesca nuvem de fumaça avança e encobre carros, calçadas, árvores.

As cenas eram impressionantes. “O prédio parecia que estava escorregando, derretendo devagar, e de repente ruiu. Parecia uma bomba atômica”, diz Julieta Duarte Loureiro, vizinha dos prédios que caíram. A hipótese mais provável pelo esfacelamento do Liberdade é que obras internas no terceiro e no nono andares – que seriam irregulares, pois não estavam registradas no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) – tenham abalado a estrutura do edifício. O Rio vive um momento único de boom nos imóveis. Às vésperas da Copa do Mundo e da Olimpíada, a cidade registra uma das maiores valorizações imobiliárias de sua história. O preço médio dos escritórios, apartamentos e casas subiu 114% na cidade entre 2008 e 2011, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O Rio está em reconstrução, as reformas prosperam, mas não se tem notícia de aumento de registro ou planejamento de obras. Nesse contexto, a imprudência pode ser fatal.

“Quando o problema acontece nos pilares de sustentação de um dos andares do prédio, esse incidente pode ocasionar a queda do edifício inteiro, sim”, diz Fernando Amorim, professor do departamento de engenharia de estruturas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele adverte, no entanto, que esse problema não deve ser motivo de pânico: “Isso não é comum.” O engenheiro Marcelo José Bianco, especializado em estruturas e desastres naturais, compara a queda de um prédio a de um avião. “Assim como uma aeronave é capaz de continuar voando com apenas uma turbina até pousar, um prédio não desaba por causa de um único fator. No geral, há uma série de problemas estruturais por falta de manutenção”, afirma o especialista. É preciso dar atenção aos sinais, pois um prédio não cai de repente. “Porta que não abre, janela emperrada, parede rachada, isso tudo deve ser investigado”, diz Orlando Celso Longo, coordenador de pós-graduação de engenharia civil da Universidade Federal Fluminense (UFF). Lamentavelmente, os cascalhos, provavelmente produzidos pelas reformas no terceiro e no nono andares, no elevador do Liberdade não receberam a atenção devida.

Tão logo soube da tragédia, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) seguiu para a área dos desabamentos, onde permaneceu por toda a madrugada acompanhando os serviços de resgate. O governador Sérgio Cabral (PMDB) decretou luto oficial de três dias no Estado e a presidenta Dilma Rousseff fez questão de se manifestar publicamente. “Gostaria de me solidarizar com o povo do Rio de Janeiro, principalmente com as famílias daquelas pessoas que foram atingidas por essa catástrofe. Acompanhei todo o esforço que o governo do Estado e a prefeitura estão fazendo e transmiti a eles também a esperança de que sejam encontradas pessoas com vida”, disse ela na quinta-feira 26, quando participava do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

Dois dias depois do desabamento, eram remotas as chances de encontrar sobreviventes nos escombros. A maioria dos desaparecidos participava de um treinamento interno da empresa Tecnologia Organizacional (TO), no sexto andar do edifício Liberdade, como a auxiliar financeira Kelly Meneses, 28 anos. “Mãe, não morre, fica comigo! Te amo do fundo do meu coração”, postou na rede social Facebook, na quinta-feira 26, Catharina, filha de Kelly, que está desaparecida. Dos que estavam dentro do prédio, poucos conseguiram escapar, como o pintor de paredes Alexandro Santos, salvo porque entrou no elevador (leia à pág. 79). Outros sobreviveram por sorte.

Gilberto Figueiredo, 31 anos, dono de uma empresa que prestava serviços no edifício Liberdade, procurou sair do local logo que ouviu os primeiros estalos. “O elevador balançou muito e de modo estranho enquanto descia. Quando vi a poeira, só pensei em sair de lá”, contou. Antes de deixar o local da tragédia, o operário André Moraes protagonizou uma cena heroica: resgatou Cristiane do Carmo, sua chefe, que havia caído quando tentava fugir. “Peguei ela pelos braços e fui arrastando”, contou. Segundo o operário, ela foi atingida por uma pilastra. Cristiane passou por uma cirurgia e permanecia internada no Hospital Casa de Portugal. Até a sexta-feira 27, a poeira ainda não havia se dissipado no centro do Rio e os que desapareceram sob os escombros continuavam a ser lembrados por companheiros que sobreviveram. Como o gerente de recursos humanos Celso Renato Cabral, 44 anos, que foi chamado, pelo colega Damião da Silva Alves, para ir embora – mas, como queria concluir, antes, uma tarefa, preferiu ficar. “O Celso não gostava de ir para casa e deixar o trabalho incompleto. Ele lutou muito para estudar e arrumar um bom emprego”, contou Alves. Ambos são de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. A infeliz história é parecida com a da empresária Ana Cristina Faria, 55 anos, que permaneceu no escritório de contabilidade mesmo depois da saída do marido, Roberto Flaviano, de quem era sócia. “Ela trabalhava havia mais de 30 anos. Era costume dela sair bem tarde”, contou o primo André Luiz Souza.

Todos os amigos e parentes das vítimas que compartilham do mesmo drama passaram os últimos dias na Câmara Municipal, transformada em uma espécie de QG pós-tragédia, amparados por psicólogos e assistentes sociais. Lá, fazem a mesma pergunta: Por que aconteceu isso? De quem é a culpa? A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as responsabilidades do desabamento dos três prédios, mas vai demorar algum tempo para que se concluam todas as investigações e perícias e se aponte um responsável, ou vários. Por enquanto, as obras realizadas em dois diferentes andares do Liberdade são consideradas as causas mais fortes. A possibilidade de ter ocorrido uma explosão por vazamento de gás foi descartada pelo prefeito Paes.

A empresa Tecnologia Organizacional (TO), que ocupava os terceiro, quarto, sexto, nono, décimo e 14º andares do edifício 44 da avenida Treze de Maio, realizava obras em dois andares simultaneamente, o nono e o terceiro. No nono andar, a reforma capitaneada por Cristiane do Carmo, uma das vítimas do desabamento que ainda está hospitalizada, seria apenas a troca do piso e pintura das paredes, mas a do terceiro andar era radical e pode ter atingido alguma viga ou pilar estrutural. “Quando a porta estava aberta podia-se ver que a sala ficou imensa e bem ampla, sem paredes”, contou Marcelo Ferreira, 41 anos, que tinha uma loja de montagem de óculos no 11º andar. “Derrubaram todas as paredes. Ficou parecendo um loft”, contou o estudante Marcel Lima, 22 anos, aluno de um curso de informática que funcionava no endereço.

A empresa nega qualquer irregularidade. O analista de sistemas Sérgio Alves, um dos cinco sócios da TO, classificou de “absurdo completo” a acusação de que a obra era irregular. “O síndico foi informado, pediu um laudo, contratamos um engenheiro para isso e a obra tinha uma arquiteta responsável”, diz ele. “Era nossa terceira obra. Fui informado pela arquiteta de que, como não seria uma obra estrutural, não precisava de autorização do Crea. Ninguém seria louco de mexer na estrutura, tirar uma viga.” O síndico, Paulo Renha, deverá comparecer à delegacia no início da semana para prestar depoimento. Na sexta-feira 27, porém, Geraldo Beire, seu advogado, afirmou que apenas parte da documentação exigida pela administração do edifício fora entregue.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, informou que as obras internas realizadas no Liberdade não eram registradas no conselho, conforme exigido em casos de alteração estrutural. O último registro naquele endereço data de 2008. “Existe uma tendência de se sair quebrando paredes de forma irresponsável. A estrutura de um prédio equivale ao esqueleto humano. Dependendo do pedaço removido, o corpo não se mantém de pé”, diz ele.

Guerreiro garantiu que, caso o profissional responsável pelas reformas seja do Crea, poderá ser punido através do código de ética e/ou perder o credenciamento e o direito de continuar trabalhando. Nem todas as obras precisam de registro junto ao órgão ou mesmo autorização da prefeitura. Mudança de revestimento, de cor ou trocas de portas são reformas cotidianas, que podem ser feitas por leigos. No entanto, qualquer modificação estrutural no imóvel, como a derrubada de uma parede, tem que ser supervisionado por um engenheiro civil com registro profissional. O Crea utiliza o método da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), um sistema online em que o órgão acompanha tudo o que é feito na construção. Na prática, o engenheiro se responsabiliza pela estabilidade da construção após as modificações. A prefeitura carioca só solicita que seja feito registro junto à Secretaria de Urbanismo quando a obra acarretar uma modificação de área. Um exemplo disso é quando o proprietário amplia o espaço construído.

O fato de os prédios serem geminados também ampliou a tragédia, pois o Liberdade arrastou os edifícios de dez e de quatro andares. “Esse é um conceito antigo de construção”, diz o engenheiro Bianco. “Quando são grudados, a chance de um cair e levar o outro é enorme. O mesmo acontece numa situação de incêndio. O fogo derruba paredes, de forma que o prédio ao lado do que está pegando fogo é forte candidato a ser o próximo a incendiar.” Quando o Liberdade começou a desabar, cerca de 40 pessoas que estavam no edifício vizinho – que permaneceu inteiro – entraram em pânico. Com as escadas obstruídas por escombros, correram para a cobertura, de onde foram resgatadas pelos bombeiros.

A retirada dos restos dos três prédios que desabaram deve durar dois meses, de acordo com a previsão do secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões. Cerca de 350 funcionários da prefeitura e 60 bombeiros trabalham na busca de vítimas e na retirada de escombros. Nas primeiras 48 horas, oito retroescavadeiras recolheram mais de 15 mil toneladas de entulhos e os caminhões fizeram cerca de 400 viagens para levar esse material ao local de armazenamento, onde será feito o trabalho pericial. O desmoronamento no coração financeiro carioca ganhou as manchetes mundiais. Palco de eventos esportivos internacionais como a Olimpíada de 2016 e uma das cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo em 2014, o Rio quer ser citado em jornais estrangeiros por motivos mais nobres, e não por imprudências como essa.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

INFORMATIVO GOEZONA E 3.17%: DESPACHO SUSPENDENDO OS SOBRESTAMENTOS DOS PROCESSOS E NEGANDO SEGUIMENTO AOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS E ESPECIAIS:

 

A Diretoria do SINPEF/PB sempre atenta e preocupada com os interesses dos seus filiados informa que no dia 08.12.2011, se reuniu com o Dr. ROGÉRIO FIALHO MENESES, Vice Presidente do TRF-5ª, ocasião em que foi feito uma breve explanação a este magistrado a respeito do sobrestamento dos processos da GOEZONA e dos 3.17%, como também, nesta mesma oportunidade foi entregue a este juiz, MEMORIAIS narrando todo  desenrolar destes processos.

Devido às explicações e os documentos apresentados por esta diretoria executiva ao Dr. ROGÉRIO FIALHO, este magistrado, agora, no inicio de janeiro de 2012, está dando novos despachos nos processos da GOEZONA, suspendendo o sobrestamento e julgando prejudicados os recursos extraordinários e inadmitindo a subida para o STJ os recursos especiais, interpostos pela Advocacia Geral da União.

Ao analisar os recursos extraordinários da AGU, o Dr. ROGÉRIO FIALHO, decidiu que, por não se tratar de matéria de natureza constitucional e sim, infraconstitucional, está julgando prejudicados os mesmos. Já em relação aos recursos especiais interpostos pela União, o mesmo magistrado está INADMITINDO a subida dos mesmos para o STJ, em razão de que os Ministros do STJ ao apreciarem os recursos especiais nºs 117.112, 117.1219 e 123.0663, negaram, por unanimidade, seguimentos a estes recursos.

Em relação ao sobrestamento dos processos dos 3.17% com base nos processos da Polícia Rodoviária Federal, o Dr. ROGÉRIO FIALHO, conforme MEMORIAIS apresentados por esta diretoria executiva, já determinou a sua assessoria jurídica que realizasse um levantamento de todos os processos que estão sobrestados por causa dos processos da PRF, para em seguida, proferir, novo despacho, no sentido de retificar o sobrestamento, com base no processo que foi eleito como representativo da controvérsia e que será julgado em breve pelos Ministros da 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, que visa o pagamento total do período da condenação dos 3.17%, ou seja, em vez de 1995 a 1996, como quer a AGU, os ministros irão decidir, de uma vez, por todas, se a União está com a razão ou se iremos receber os valores atrasados do período de 1995 a 2005, conforme sentença condenatória proferida pelo Juiz da 1ª Vara Federal de Alagoas.

Agora, só falta o trânsito em julgado dos processos da GOEZONA, para em seguida, haver a inscrição em precatório neste exercício de 2012 para recebimento em 2013, dos processos que ainda não foram inscritos. Quem está inscrito em precatório desde o ano de 2007, vamos aguardar o trânsito em julgado para que o Presidente do TRF-5ª determine a liberação dos valores que se encontram depositado.

Por fim, vale lembrar, ainda, que a AGU poderá ingressar com o recurso de agravo regimental da decisão denegatória de subida de recurso especial proferida pelo Dr. ROGÉRIO FIALHO, mas, este magistrado poderá negar, também, a subida deste novo recurso, já que a matéria já foi decidida pelos Ministros do STJ.

É O SINPEF/PB FAZENDO SINDICALISMO COM SERIEDADE E TRANSPARÊNCIA E SEMPRE PREOCUPADO COM OS INTERESSES DOS SEUS FILIADOS.

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