terça-feira, 27 de setembro de 2011
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          A PF espera que o Ministério do Planejamento, autorize ainda este ano as 1.352 vagas solicitadas em outubro de 2010. A análise do pedido enviado pela instituição se arrasta por 2011 sob influência do corte de R$ 50 bi no OGU.
          Anunciada pelo governo em fevereiro, a medida, que visa conter gastos na esfera pública, torna rigorosa a liberação de novos concursos no Executivo – os casos são avaliados individualmente. A abertura das seleções depende do aval da ministra Miriam Belchior, que considera diversos fatores, entre eles área de atuação do órgão e déficit de profissionais.
          A carência de servidores é uma realidade que interfere diretamente no trabalho desenvolvido pela PF. Portanto, com um número maior de funcionários, a instituição também poderá atuar no Plano Estratégico de Fronteiras sem afetar os demais serviços: o objetivo é combater, nas áreas de fronteira, crimes como o contrabando ambiental e fiscal; e o tráfico de drogas, armas e pessoas. A expectativa é de que novos concursos ocorram já em janeiro do próximo ano.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011
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Os gastos com a terceirização de serviços aumentaram muito no serviço público federal, ignorando o preceito de que a terceirização reduz custo. O governo federal ampliou seus gastos com funcionários terceirizados em 82%, em termos reais, entre 2005 e 2010. No ano passado, o governo gastou R$ 4 bilhões com terceirizados. O salto foi 16 pontos percentuais maior que o registrado nas despesas com salários e benefícios dos servidores civis, conta que consumiu R$ 68,7 bilhões em 2010.

Os dados fazem parte de levantamento realizado pelos economistas Marcos Mendes e Marcos Köhler, que será divulgado hoje no site “Brasil, Economia e Governo”, associado ao Instituto Fernand Braudel. Os economistas levantaram todos os gastos com terceirizados em conservação, limpeza, jardinagem, segurança, vigilância, transportes, informática, copeiragem, recepção, reprografia, telecomunicações, manutenção de equipamentos.

Além da evidente contradição, a forte elevação dos gastos com terceirizados da União vai contra determinação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de substituição dos terceirizados por concursados.A evolução dos gastos se deu, primordialmente, devido a inércia do setor público. Isto é, diferentemente do que ocorre em uma empresa privada, que recorre à terceirização para redução de custos, o setor público contrata prestadoras de serviços terceirizados para evitar o “congelamento” do serviço. Ou seja, busca-se agilidade num contrato de trabalho que, se exercido por um servidor estatutário tem a garantia constitucional da estabilidade.
No entanto, como escrevem os economistas, “o administrador público usa um dinheiro que não é dele, para comprar bens e serviços que não serão usados por ele próprio”. Para Mendes e Köhler, isso permite a fácil aceitação dos termos aprovados em convenção coletiva nas negociações salariais entre os sindicatos de trabalhadores e os sindicatos das empresas. Enquanto que no setor privado, as negociações levam em conta a competição por contratos, no setor público, segundo os economistas, a falta de agilidade inibe este processo.
 
“Os valores de contratos com o setor público são muito superiores aos privados”, dizem os especialistas, “e isso incentiva as firmas de terceirização a relaxarem nas negociações salariais, pois essa postura aumenta seus ganhos e gera repasse de custos à administração pública”.
 
Os economistas comparam os pisos salariais dos trabalhadores de serviços terceirizados no Distrito Federal (DF), que basicamente representa os terceirizados do setor público, e os comerciários do DF. Nos últimos nove anos, os comerciários viram seu piso salarial saltar 65%, em termos nominais. Já os terceirizados viram seu piso saltar 92%.
 
Há diferença salarial numa mesma categoria. Entre os vigilantes do DF, por exemplo, o piso daqueles que trabalham no setor privado é de R$ 1,2 mil, valor inferior aos R$ 1,7 mil de piso dos vigilantes terceirizados que trabalham no Banco do Brasil (BB). A distância é ainda maior no Banco Central (BC), cujos vigilantes terceirizados contam com um piso de R$ 2,4 mil mensais.
 
A avaliação dos economistas é que o setor público deveria praticar salários iguais aos do setor privado, quando negocia com uma mesma categoria. “Ainda que as despesas com terceirização apresentem valores absolutos muito mais modestos que as demais rubricas do Orçamento”, escrevem Mendes e Köhler, “tanto a economicidade quanto a eficiência que ela promete entregar podem estar comprometidas”.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Enquanto o Brasil soluciona todos os anos, em média, de 5% a 10% dos homicídios, os Estados Unidos resolvem 65% dos casos; a França, 80%; e a Inglaterra chega a uma taxa de solução de homicídios de 90%. Um dos motivos para isso é a perícia – que aqui trabalha com um déficit de pessoal estimado em 30 mil peritos, segundo a Associação Brasileira de Criminalística (ABC), representante dos peritos das polícias estaduais. Além disso, o país não conta com lei federal que regulamente o modelo ou estrutura mínima para perícia nos estados. E mais: a falta de equipamentos leva a situações como o perito deixar de fazer fotos do local do crime ou tirar um raio-X para achar um projétil em um corpo; e a situação fica pior ainda por conta da não preservação do local do crime pela polícia até a chegada do perito.

Segundo a Associação Brasileira de Criminalística, o Brasil tem hoje cerca de 6,5 mil peritos nas polícias estaduais, déficit explicado, em boa medida, pela falta de concursos. Estudo da associação com base em recomendação das Nações Unidas mostra que o Brasil precisaria ter, segundo sua população, 38 mil peritos, pois a recomendação é um mínimo de um perito para cada cinco mil habitantes. Seria necessário quintuplicar o número de peritos no país.

- Há estados em situação falimentar. Alagoas, o estado mais violento (pelo Mapa da Violência do governo federal), tem 34 peritos. No Piauí, o pior quadro, são 21 peritos para o estado inteiro. Você acha que, no sertão, por exemplo, mandam para perícia o corpo de toda vítima de assassinato? Nem solicitam, porque sabem que não vai ter quem faça, a não ser que seja familiar de alguém importante. Às vezes, mandam o corpo ser analisado por um médico da prefeitura, que não é legista e não sabe como procurar provas num cadáver – afirma o presidente da ABC, Iremar Paulino.
Apesar desse quadro, casos com repercussão nacional como o assassinato da juíza Patricia Acioli, no Rio, têm trabalho pericial exemplar. No caso dela, foram periciados o local, o carro onde ela estava e o corpo. E analisados dados de mais de três milhões de celulares. Foi a partir desses dados que a polícia provou o envolvimento de três policiais militares e o planejamento do crime.
 
- Quando a máquina se esforça para funcionar, aparecem as respostas. Mas o crime envolvendo a juíza não foi tratado como mais um. O problema é fazer a máquina funcionar independente do CPF – diz Erlon Reis, da diretoria da Associação de Peritos do Rio.
 
- Quando vi na TV a solução para o caso da juíza, pensei: e a minha sobrinha? (A perícia) Devia funcionar para todo mundo, né? Minha família acabou, nada foi feito, ela tinha 10 anos – conta Carlos Roberto Afonso de Almeida, de 49 anos, tio de Jéssica Prisciliane Afonso Guimarães.
 
A menina foi vítima de bala perdida na Cidade de Deus, Rio, onde morava. Jéssica levou um tiro no pescoço em 14 de dezembro de 2006. Chegou a ser removida para o hospital e morreu no dia seguinte. A família nunca soube de onde saiu o tiro, e no inquérito muitas vezes Jéssica aparece como Jenice.
- A polícia não investigou nada. Nunca teve perícia no local. Queríamos entender o que houve, mas enterramos a menina e entregamos para Deus – conta Carlos.
 
O caso de Jéssica é um dos exemplos de falhas e mesmo inexistência de perícias em inquéritos de homicídios encontrados pelo GLOBO no Tribunal de Justiça do Rio. Um dos principais motivos para a situação de negligência da perícia é o déficit de pessoal. Segundo a ABC, o Estado do Rio tem previsão de 535 vagas para peritos criminais; considerando o mínimo de um perito a cada cinco mil habitantes, o estado precisaria de três mil. Alagoas e Piauí, em pior situação, precisariam ter, cada um, 600, até 30 vezes mais do que o quadro atual. Com 346 peritos, a Bahia precisaria de 2,8 mil.
Somado ao déficit, está a má distribuição dos peritos que existem. Em boa parte dos casos, estão concentrados nas capitais.
 
- A falta de rede integrada faz com que alguns estados tenham melhores resultados, mas nem isso é garantia de qualidade. Minas, por exemplo, tem boa estrutura para DNA forense. No entanto, um posto no interior pode ter que atender entre dez e 15 municípios – diz Edson Wagner Barroso, perito criminal no DF e ex-coordenador de perícia forense na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
 
“O local fala. Deve ser preservado”
 
Outro motivo apontado para as falhas de perícia, a falta de isolamento do local do crime é uma mostra da ausência de um melhor acompanhamento da perícia pela polícia.
- O Estado tem que dar condições para que existam policiais suficientes para atender a demanda. O delegado deveria comparecer a todos os locais onde houve um homicídio, mas nem sempre é possível por conta do excesso de trabalho. No entanto, o primordial é preservar o local. Se o delegado chega a um lugar mexido, ele não tem como restabelecer o quadro anterior – diz Carlos Eduardo Benito Jorge, presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) do Brasil.
 
- O local fala. Deve ser preservado, ou não entendemos sua história. E, na hora de ir uma equipe de perícia para ele, é obrigatório ir junto pelo menos um investigador. Já estive em local de homicídio em que vi um projétil incrustado na parede que o perito tinha deixado passar – afirma Francisco Eustáquio Rabello, presidente da Adepol-MG e ex-corregedor de polícia.
 
Secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki diz que foram investidos, entre julho de 2010 e setembro deste ano, R$30 milhões na compra de equipamentos e capacitação de profissionais. Mas que agora a Senasp se prepara para criar “os primeiros padrões” para os procedimentos em caso de homicídio:
 
- Os EUA acabaram de lançar uma cartilha com os procedimentos. Traduzimos e vamos adaptar para a nossa realidade, ouvindo peritos, delegados, especialistas. Em parceria com os representantes dos estados, a Senasp vai criar os primeiros padrões. Vamos induzir que os estados trabalhem com esses procedimentos, para que a gente tenha robustez nas provas – diz Regina Miki, que acredita: – Com isso, a perícia será igual para todos.

 

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

As polícias civil e militar do Rio Grande do Norte e Paraíba realizam, desde às primeiras horas da madrugada desta terça-feira (27), a “Operação Laços de Sangue”. Já foram presas 15 pessoas, e pelo menos 17 armas foram apreendidas.

O objetivo é prender pessoas acusadas de crimes de pistolagem e tráfico de drogas. O nome da operação faz alusão ao histórico derramamento de sangue entre as famílias Oliveira e Suassuna, na região de Patos e Catolé do Rocha.

A ação policial cumpre mandados ainda nas cidades de Caraúbas e Antonio Martins, no interior do RN. Equipes ainda trabalham em São Paulo e em diversas cidades do estado da Paraíba.

Está prevista para acontecer às 11h desta terça-feira (27) uma entrevista coletiva na cidade de Patos/PB.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

O secretário estadual de Administração e dos Recursos Humanos (Semarh), Anselmo Carvalho, confirmou ontem o que os servidores públicos temiam e já esbravejavam de maneira antecipada: a folha de pagamento do mês de setembro foi fechada ontem com um montante de aproximadamente R$ 239 milhões, sem que fosse contemplada a parcela dos planos de cargos e vencimentos, aprovados ano passado na Assembleia Legislativa. Diante dos protestos das categorias que já sinalizam novas greves o secretário afirmou que “os servidores estão em amnésia coletiva e esquecem que o acordo firmado entre Governo do Estado e funcionalismo condicionava a implantação dos reajustes à saída do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal”. “Infelizmente ainda não conseguimos sair dessa margem, o que inviabiliza esse pagamento”, destacou o secretário.

O executivo já cumpriu com 30% dos reajustes oriundos das leis aprovadas ano passado pelos deputados estaduais, em plena época pré-eleitoral. Os 70% restantes seriam pagos de maneira fragmentada, com início na folha  deste mês. Anselmo Carvalho assinalou também que os servidores devem apelar à memória e lembrar que as conversas entre representantes das categorias e governo estadual apontavam claramente para um recuo caso a LRF permanecesse obstaculando  a implantação dos reajustes. “Não podemos ir de encontra ao que determina a lei”, argumentou ele.

A administração estadual já sinalizava para o não pagamento dos planos de cargos dos servidores este mês. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, na edição do domingo, o secretário chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, demonstrou preocupação com o fato de o crescimento da receita do Estado não estar acompanhado a ágil escalada da folha de pessoal. Ele enfatizou que diante dos números revelados nos balanços orçamentários de 2007 a 2011 e, levando em consideração a projeção para 2012, já é possível afirmar que está na relação receita/folha de pessoal o gargalo mais substancial das contas públicas do Rio Grande do Norte. Nos últimos cinco anos, os gastos com os salários do funcionalismo (somatório real de 2007 a 2011 e a estimativa para 2012) consumiu R$ 18,7 bilhões enquanto que a receita do mesmo período teve uma previsão de R$ 27,2 bilhões. Nestes cinco anos, enquanto a receita cresceu 58%, a despesa chegou a 64%, uma diferença de seis pontos percentuais.

“Está se arrecadando menos e se gastando mais. A continuar como está daqui a cinco, seis anos, o Estado não faz mais nada a não ser pagar pessoal”, disse Paulo de Tarso. No que depender do orçamento projetado para 2012 e no histórico  financeiro constatado desde 2007 pode-se concluir – ainda mais tendo em conta o discurso adotado pelo governo – que as perspectivas de melhorias salariais  tendem a não se concretizar. E o secretário Paulo de Tarso foi categórico ao dizer que para o próximo ano não há espaço orçamentário para novos projetos que impliquem mais custos para o erário. Ele destacou que somente para a implementação dos novos planos de cargos e vencimentos aprovados ano passado nos governos Wilma de Faria e Iberê Ferreira (PSB) estão previstos para 2012 R$ 90 milhões mensais para a folha de pessoal.

“É preciso que fique claro que não dispomos de margem para novas despesas, o governo lamenta, mas é preciso conter esse quadro senão daqui a pouco só se paga pessoal”, reforçou o chefe do Gabinete Civil.

Sindicalistas contestam dados dos reajustes
O anúncio do Governo do Estado de que não dispõe de recursos para implantar os valores referentes a parcela de setembro do plano de cargos e salários expõe a ira dos servidores públicos estaduais que já se movimentam com novos indicativos de greve. O presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta (Sinai), Santino Arruda, afirmou que cinco categorias do serviço público (Fundação José Augusto, Idema, Emater, Detran e Idiarn) já decidiram em Assembleia uma paralisação a partir do próximo dia 4 de outubro. Ele afirmou que os servidores recebem com surpresa a decisão do governo de não conceder os reajustes este mês e contesta a informação de que os reajustes custam ao erário R$ 90 milhões/mês.

“Em absoluto, está longe disso. O secretário de Administração semana passada falou em R$ 25 milhões mensais e o ex-secretário da Searh, Manoel Pereira, falou em R$ 18 milhões. Essa informação do secretário Paulo de Tarso não procede e serve somente de pressão”, afirmou Santino Arruda. A presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (Sinpol/RN), Vilma Marinho, disse que vê “como uma desculpa” a retórica do governo de utilizar-se dos limites da LRF para descumprir o acordo que formalizava o pagamentos dos reajustes do funcionalismo. “A questão da folha, todo mundo sabe disso, quando ela atinge um nível de risco a primeira providência a ser tomada é a redução dos comissionados e o governo não tem feito isso”, enfatizou ela. Vilma Marinho disse lamentar que os servidores públicos sejam obrigados a se acostumar com um governo que não dialoga e não cumpre os acordos firmados.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Embora a governadora Rosalba Ciarlini ainda não tenha definido  o nome do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, na vaga aberta com a aposentadoria de Alcimar Torquato, a Assembleia Legislativa já discute a indicação que será feita pelo Legislativo no próximo ano, quando terá que ser aposentar o conselheiro Valério Mesquita.

Entre os deputados prevalece a tese de que o indicado seja um parlamentar estadual. O deputado Ezequiel Ferreira (PTB) defende que a Assembleia indique um dos seus deputados para a vaga de conselheiro do TCE, cargo que é vitalício e tem salário equivalente ao de desembargador do Tribunal de Justiça do RN, atualmente próximo de R$ 25 mil.

“Minha defesa, e já disse isso aos demais colegas (da Assembleia), é que a vaga de Valério, que será uma indicação do Legislativo, seja de um deputado. Veja que com a saída de Alcimar Torquato (que se aposentou semana passada) e de Valério (que sairá no próximo ano) não haverá nenhum ex-deputado no Tribunal de Contas”, destacou.

O deputado estadual Fábio Dantas (PHS) também é defensor da tese. “Defendo que no Rio Grande do Norte seja o mesmo critério usado pela Câmara Federal. Na vaga aberta no Tribunal de Contas da União a Câmara indica sempre um deputado. Para essa vaga (a ser indicada pela Assembleia), o nome deve ser de um parlamentar, desde que atenda os critérios do interesse e da qualificação. Não se pode mais permitir que a Assembleia indique nomes que não são da Casa, como ocorreu no passado”, disse Fábio Dantas. Questionado se poderá ser candidato à vaga do TCE que será aberta no próximo ano, Fábio Dantas é reticente: “Está muito distante”.

O conselheiro Valério Mesquita terá que se aposentar até novembro de 2012, quando chega aos 70 anos de idade. Mas ele pode antecipar em alguns meses a aposentadoria se decidir concorrer a um mandato eletivo no pleito do próximo ano.

Na composição da Corte de Contas, a Assembleia Legislativa tem quatro vagas de livre escolha. Já o titular do Executivo estadual indica três, sendo um entre os membros do Ministério Público junto ao TCE, um entre os auditores e o terceiro de livre escolha. Nos últimos anos, a Corte ganhou três membros: Adélia Sales, que entrou na vaga de auditor; Carlos Thompson, que era do MP; e agora será a vez do nome de livre nomeação da governadora.

Como o secretário chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes, já descartou o interesse, estão na disputa por essa vaga a esposa do vice-governador Robinson Faria, Juliane Faria, o deputado estadual Leonardo Nogueira e o também deputado Nélter Queiroz. Outro nome que começa a ser cogitado é o do secretário de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues.

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