sexta-feira, 29 de julho de 2011
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Em meio a uma crise com a imprensa, desfalques, jejum de vitórias e a luta contra o desgaste físico,  o ABC entra em campo hoje, às 19h30, pela 14ª rodada da série B do Brasileiro, para tentar quebrar um tabu contra o ASA/AL. Em toda a história do confronto, sete jogos, o time potiguar nunca venceu, sendo derrotado em três oportunidades e  empatando outras quarto vezes. Para o duelo logo mais, no estádio municipal de Arapiraca, o técnico Leandro Campos, não vai poder contar com Leandrão, Renatinho Potiguar e Makelelê, todos suspensos pelo terceiro cartão amarelo e também o zagueiro Tiago Garça, vetado pelo departamento médico do clube abecedista.

“Já estávamos com baixas importantes pelo terceiro cartão amarelo e acabamos perdendo também o Tiago Garça, que já vinha sentindo o problema na coxa e agora não aguenta mais jogar sem realizar o tratamento. Vamos procurar montar uma equipe competitiva, dando moral aos atletas que vão entrar, mas sabemos que enfrentar o ASA em Arapiraca é complicado”, afirmou Leandro Campos.

Com isso, a escalação do ABC segue sendo um mistério, já que os volantes que poderiam entrar no meio-campo, Basílio e Ricardo Oliveira, estão contundidos, sem previsão de retorno.

Em compensação, o lateral-direito Nêgo volta de suspensão e está a disposição. Com isso, Pio pode ser deslocado para o meio-campo, já que, até o ano passado, o jogador atuava como volante. A dupla de ataque deve ser formada por Éderson e Malaquias, que está se recuperando de um mal estar que o tirou, ainda no primeiro tempo, da partida contra o São Caetano/SP, na última terça-feira.

Caso o atleta não esteja 100%, quem pode fazer sua estreia com a camisa do ABC é o atacante Geílson, contratado na última quarta-feira. O jogador que chegou, treinou e viajou com o grupo para Arapiraca, já está regularizado junto a CBF. Mesmo com pouco tempo de clube, ele revelou que já atuou com outros jogadores que estão no elenco alvinegro e isso pode facilitar sua entrada no time. “Já atuei com alguns jogadores, como o Éderson, o Bileu, mas o que me deixou satisfeito é que fui muito bem recepcionado por todos. Isso é bom. Mostra que o grupo está unido e focado em buscar os resultados”, disse o novo atacante.

Para o volante Bileu, o ABC tem condições de conquistar pontos em Arapiraca. “Vai ser outro jogo complicado e temos que nos preparar bem para tentarmos mais um bom resultado fora de casa. Temos condições disso”, revelou.

Até o momento, o time alagoano, ao lado do ABC, são os únicos invictso em casa nesta Série B. Ao todo, foram seis jogos, sendo cinco vitórias (sobre Americana, Vila Nova, Portuguesa, Paraná e Guarani) e um empate (com o Sport). Ou seja, dos 18 pontos conquistados até o momento, 16 foram diante de seus torcedores.

Éderson tem mais uma chance de se firmar na equipe titular

A maioria dos torcedores do ABC se perguntavam quando Éderson iria entrar no time. O atacante, que foi um dos artilheiros alvinegro no estadual desse ano, com oito gols, passou as onze primeiras rodadas da série B do Brasileiro, apenas torcendo para seus companheiros. Ou do banco de reservas ou pela televisão, já que em várias partidas, sequer foi relacionado pelo técnico Leandro Campos. Com a negociação de Elionar Bombinha para o futebol coreano,  a torcida esperava pela efetivação do atacante como titular. Mas, o treinador abecedista optou pela entrada de Malaquias, que vinha sendo relacionado para todas as partidas, inclusive sendo titular nos quatro primeiros jogos da competição. Porém, sem conseguir marcar gols, foi sendo criticado pelos torcedores.

Sem poder contar com Leandrão, o atacante formou dupla titular com Malaquias. Em um gramado ruim, a dupla não conseguiu marcar gols. Mas, contra o São Caetano, o inusitado aconteceu. Malaquias começou como titular, mas, indisposto, teve que ser substituído antes dos 30 minutos do 1º tempo. Éderson entrou, marcou um gol e jogou bem. Leandrão recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso da partida de hoje contra o ASA/AL. Mais uma chance para o atacante se firmar na equipe, mesmo sabendo das dificuldades.

“Teremos um jogo importante contra o ASA. Estamos há um ponto do 3º e vamos em busca dessa vitória pra gente encostar novamente nos líderes. Sempre entramos para vencer e é assim que vai ser”, afirmou.

Asa: Gilson; Toninho, Tiago Alves e Ferreira; Raulen, Marielson, Marcelo Costa, Didira, Raul e Chiquinho; Reinaldo Alagoano. Técnico: Vica

ABC: Welligton; Nêgo (Irineu), Alessandro Lopes, Leonardo e Kauê; Bileu, Pio, Marcos Vinícius e Cascata; Malaquias e Éderson. Técnico Leandro Campos.

Estádio: Coaracy da Mata, Arapiraca/AL

Horário: 19h30

Árbitro:  Jean Pierre Lima (RS)

Assistente: Alexandre Kleiniche  e 

Renison Freire (ambos de SE)

Os esquemas

4-4-2

Com quatro homens no meio campo, Nêgo deve entrar na lateral direita e Pio deve ser deslocado para o meio, ao lado de Bileu e Marcos Vinícius, sem mudar a estrutura do time.

3-5-2

Foi com o esquema de três zagueiros que o ABC conheceu sua única derrota na Série B, contra o Sport. Leandro Campos não é adepto ao esquema, mas, pode optar por ele.

Duque atrás da primeira vitória na competição

Último colocado na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro da série B com apenas quatro pontos ganhos, o Duque de Caxias vai tentar sua primeira vitória na competição na partida de hoje, às 21h50, contra o embalado Goiás, no Estádio Raulino de Oliveira em Volta Redonda. O jogo seria disputado no Estádio Édson Passos em Mesquita mas a CBF mudou o local para atender a um pedido da emissora de televisão que detém os direitos de transmissão do torneio. O Goiás vem de três vitórias seguidas, agora ocupa o nono lugar com 18 pontos e pretende vencer para encostar no grupo de cima.

No Duque de Caxias que foi goleado pelo Guarani na última partida, o técnico Valdir Espinosa não deve fazer muitas mudanças já que Túlio Souza e Athirson, os novos reforços, ainda não estão regularizados. O treinador ainda corre o risco de ficar sem o atacante Somália, artilheiro da equipe, que se lesionou em Campinas. Caso o atacante seja vetado, John que entrou durante a partida no Brinco de Ouro deve continuar na equipe, formando a dupla de área com Galvão.

Sem Dodô, Americana tenta vencer

Sem vencer há três partidas e em queda livre no Campeonato Brasileiro da Série B, o Americana ainda não poderá contar com o artilheiro Dodô hoje, quando tenta acabar com o jejum diante do Criciúma, às 19h30, no Estádio Heriberto Hülse, pela 14ª rodada. Dodô, que já não atuou diante da Portuguesa na última rodada, ficará afastado dos gramados por pelo menos mais 15 dias para que se recupere da contusão no menisco do joelho direito. Assim, ele deve voltar a campo apenas na 17ª rodada, contra o Vila Nova-GO, no Canindé. Outro desfalque é o volante Júlio César, vetado pelo departamento médico devido a uma virose.

Satisfeito com o empate contra a Portuguesa, em pleno Canindé, o técnico Toninho Cecílio acredita em mais uma partida complicada e decisiva por uma vaga entre os quatro melhores, já que o Criciúma tem apenas um ponto a menos que a Águia. O comandante terá a volta do meia Moacir, que ficou de fora da última partida por estar contundido.

“Será mais um jogo decisivo para nossa equipe. O Criciúma ficou invicto dentro de casa durante muito tempo e temos que ter cuidado, pois é uma equipe que está na briga direta pelo G-4″, comentou o treinador.

No outro jogo da noite, o Vila Nova recebe o Salgueiro, no Serra Dourada.

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sexta-feira, 29 de julho de 2011
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A decisão da CBF em vetar as arquibancadas metálicas no estádio Nazarenão, em Goianinha, para os jogos do América, na série C do Brasileiro, vai trazer prejuízos ao clube. Não só da parte financeira, já que os cofres americanos vão deixar de arrecadar cerca de R$ 60 mil por partida em casa,  como também no planejamento do alvirrubro para o restante da competição. A direção rubra já estuda a possibilidade de deixar Goianinha e procurar outra praça esportiva que comporte mais torcedores. ” Para a partida de sábado (amanhã) e a contra o CRB/AL, iremos jogar no Nazarenão. Mas, vamos nos reunir durante a próxima semana para estudar uma nova saída para esse problema. Vamos deixar de vender cerca de dois mil ingressos, o que daria uma receita de R$ 60 mil. Isso, por partida. É uma quantia considerável”, disse Kléber  Carvalho, vice-presidente administrativo e de planejamento americano.

De acordo com o dirigente, os torcedores já foram informados de que a capacidade do estádio foi reduzida e por isso, a carga de ingresso também teve que ser reduzida. Serão vendidos cerca de dois mil ingressos, já que os outros mil, serão reservados para os sócios torcedores.

Além da proibição das arquibancadas metálicas, que continuam no local, sendo que com as obras paradas,  a instalação de um camarote que iria servir para os dirigentes do América, Campinense/PB e a prefeitura de Goianinha, também foi proibida.

Alheio a todos esses problemas, o técnico americano, Flávio Araújo, comandou o último coletivo antes da partida contra os  paraibanos, amanhã, pela terceira rodada da série C. A novidade ficou por conta da participação do atacante Max, que tinha sido poupado do treino da última quarta-feira. Com isso, o time está praticamente definido, com Fabiano; Rodrigão, Fábio Sanches e Luisão; Válber, Dudu Araxá, Val, Mazinho, Wanderley e Iván Gonzales; Max. Na segunda parte do treinamento, Marcel entrou no lugar do paraguaio, na ala esquerda.

Para o volante Val, auto de um belo gol contra o Fortaleza, o time tem que manter a mesma disposição jogando em casa. ” Dentro de casa temos que ter um comportamento melhor. A raça, disposição e atitude que tivemos no Ceará, vai ter que se dobrado jogando diante dos nossos torcedores. Temos que fazer valer o mando de campo”, finalizou Val.

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sexta-feira, 29 de julho de 2011
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A torcida vascaína lotou o estádio de São Januário ontem para incentivar o time que precisava vencer o Bahia para assumir o quarto lugar do Campeonato Brasileiro. Só que deu quase tudo errado. O time visitante marcou logo aos cinco minutos, com Reinaldo, e o Vasco só conseguiu marcar o gol de empate aos 49 do segundo tempo, com Élton, em lance muito contestado pela equipe baiana.

O time carioca criou mais de 20 oportunidades para marcar mas esbarrou no goleiro Marcelo Lomba, ex-Flamengo, que se transformou no maior destaque da partida com uma sucessão de grandes defesas. Com o resultado, o Vasco chegou aos 21 pontos e segue no quinto lugar enquanto o Bahia agora soma 12 pontos e ocupa a 16ª colocação.

Na próxima rodada, o Vasco vai ao Morumbi enfrentar o São Paulo. Já o Bahia vai receber o Figueirense em Pituaçu.

Precisando da vitória, o Bahia tomou a iniciativa do ataque e logo aos cinco minutos marcou o primeiro gol. O lateral esquerdo Ávine foi lançado em velocidade e achou Souza dentro da área. O centro-avante teve calma para dominar a bola e rolar para Reinaldo que entrava livre pela direita e só rolou para o fundo das redes de Fernando Prass.

A partir de então os donos da casa iniciaram uma verdadeira avalanche para cima do representante baiano e começaram a perder oportunidade atrás de oportunidade. Quando não esbarravam no bom posicionamento tático da defesa tricolor, o destino da bola era as mãos de Marcelo Lomba.

O Vasco continuou pressionando o Bahia que praticamente desistiu de atacar e se preocupou apenas em defender o resultado, Nos minutos finais, a mística de São Januário falou mais alto, o Vasco se lançou de forma desesperada para o ataque e acabou chegando ao empate aos 49,  com Élton, de cabeça, em rebote de falta cobrada por Juninho Pernambucano. Os baianos protestaram muito contra a arbitragem , reclamando a marcação de uma falta no goleiro Marcelo Lomba.

Ficha Técnica

Vasco:  Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Rômulo, Juninho/PE, Felipe (Leandro) e Diego Souza (Bernardo); Eder Luis e Alecsandro (Elton). Técnico: Ricardo Gomes

Bahia: Marcelo Lomba; Marcos, Titi, Paulo Miranda e Ávine; Marcone, Fabinho, Hélder (Ricardinho) e Lulinha (Gabriel); Reinaldo (Jones) e Souza. Técnico: René Simões

Árbitro: Sandro Meira Ricci(Fifa-SP)

Gols: Reinaldo/BA (5´/1ºT) e  Elton/VAS (48′/2ºT)

Estádio: São Januário  (RJ)

Efeito suspensivo libera Aírton

O Flamengo conseguiu o efeito suspensivo sobre a suspensão de quatro jogos que o volante Aírton recebeu do Superior Tribunal de Justiça (STJD). Assim, o jogador fica à disposição de Vanderlei Luxemburgo para a partida do rubro-negro contra o Grêmio, amanhã, no Engenhão.

O jogador recebeu a punição por ter sido expulso no clássico contra o Fluminense, após agredir o meio-campista Souza. O volante já havia ficado fora do embate com o Ceará, e com o Santos.

Com o retorno do volante, Luxemburgo terá um importante reforço para a partida contra os gaúchos. Isto porque Luiz Antônio, que entrou no lugar de Aírton, lesionou-se diante do Peixe e já está vetado para o jogo deste sábado.

O volante deixou o jogo contra o Alvinegro Praiano por uma lesão no ombro direito. Segundo o departamento médico rubro-negro, Luiz Antônio teve uma luxação, mas, apenas após exames mais detalhados nesta sexta-feira, o clube poderá definir o período que o jogador ficará longe dos gramados.

Ontem a torcida rubro-negra fez festa para receber a delegação no aeroporto. Ronaldinho, autor de três gols na virada sensacional contra o Peixe, na Vila, foi o mais festejado pelos torcedores. Os críticos tinham na memória o jogador desinteressado e desgastado pela vida noturna que pouco fez no Milan e parecia em irreversível declínio.

Mas, na última quarta-feira, o camisa 10 do Flamengo fez jus ao título de duas vezes melhor do mundo e ressurgiu com força, aumentando a esperança na conquista de mais um título brasileiro pelo clube. (Gazeta Press)

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

A paralisação marcada para o próximo dia 28 de julho por delegados e peritos da PF juntamente com outras categorias do serviço público não conta com o apoio da Federação Nacional dos Policiais Federais e seus 27 sindicatos filiados. Neste sentido, o trabalho dos policiais federais e os servicos prestados aos brasileiros e ao país serão mantidos dentro da normalidade neste dia.

Desde o inicio do ano passado a Comissão de Reestruturação Salarial da FENAPEF vem trabalhando pela valorização da carreira policial federal. Nas propostas apresentadas ao governo estão o reconhecimento pleno do Nível Superior para todos os cargos policiais e o retorno dos patamares salariais de outras categorias do serviço público federal.

A partir de janeiro desse ano, a pedido do Diretor Geral Leandro Daiello, foram promovidas reuniões conjuntas com outras entidades representativas do DPF, como ADPF e APCF, resultando na assinatura de um Ofício um conjunto, contendo uma proposta de reestruturação salarial única, incluindo também os administrativos.

A proposta conjunta foi entregue ao Diretor Geral no dia 02 de fevereiro, momento em que se comprometeu a levar os nossos pleitos aos Ministros da Justiça e do Planejamento.

Ocorre que, para a dupla surpresa negativa de todos os policiais federais e servidores envolvidos na negociação, o Diretor Geral não fez os encaminhamentos prometidos. Além disso, a ADPF e a APCF marcaram reunião conjunta no MPOG, mas com representantes dos auditores fiscais e do trabalho e da AGU.

Daí por diante, as negociações voltaram a ser feitas em separado, permanecendo juntos apenas a Comissão da FENAPEF e o SINPEC-PF. Foram 03 (três) reuniões desde abril, onde foram amplamente debatidas as questões que envolvem as nossas perdas salariais durante o Governo Lula, bem como as questões sobre a carreira policial federal e o aumento das suas atribuições, tanto em número quanto em complexidade e responsabilidade.

Nas últimas reuniões ocorridas no Ministério do Planejamento, as discussões avançaram no sentido de reconhecimento desse Nível Superior e na sinalização do fim da Portaria 523/89, que ainda define (ilegalmente) atribuições de nível médio para Agentes, Escrivães e Papiloscopistas. A próxima reunião, que poderá trazer a definição do Governo Federal acerca dos nossos pleitos está pré-agendada para o início do mês de agosto próximo.

O fato é que as outras entidades representativas da PF, como ADPF, APCF e FENADEPOL estão anunciando uma paralisação nacional conjunta, com o SINDIFISCO, SINAIT e outras, para o dia 28.07.2011.

Em face do bom andamento das negociações até o momento com o MPOG, esse movimento NÃO CONTARÁ com a participação da FENAPEF e dos 27 sindicatos.

A nossa mobilização vem sendo mantida desde o ano passado, tendo sido interrompida em virtude do período eleitoral, e, tendo sido retomada a mesa negociação nesse ano, ainda aguardamos a resposta definitiva do Governo Federal. A partir daí é que discutiremos nossas mobilizações próprias, juntamente com o SINPEC-PF.

Assim, alertamos aos colegas sobre as possíveis tentativas de manipulação de desvirtuamento – por parte de outras entidades – das nossas brigas e da nossa capacidade de negociação junto ao Governo Federal, e sobre o fato de que essa paralisação não conta com nosso apoio e, definitivamente, NÃO TERÁ A PARTICIPAÇÃO da FENAPEF e dos SINDICATOS.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011
impresso_digital

          Novo dispositivo criado no Reino Unido é capaz de identificar substâncias químicas no organismo de uma pessoa por meio da análise de sua impressão digital – cocaína, maconha e nicotina, por exemplo, podem ser detectadas em poucos minutos com a nova tecnologia. 
          A tecnologia desenvolvida pela Intelligent Fingerprinting, uma companhia ligada à Universidade do Leste de Anglia, em Norwich, na Inglaterra, consegue visualizar a identidade da pessoa e também detectar a presença de certo número de drogas.
          O reconhecimento das substâncias por meio das impressões digitais se dá com o uso de anticorpos mortos que são aplicados nas digitais juntamente com nanopartículas de ouro presentes no dispositivo, diz o site CNet. Se as impressões digitais ficarem com uma cor forte e luminosa após o contato com os anticorpos, é sinal que indivíduo faz uso de substâncias químicas. ´

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quinta-feira, 28 de julho de 2011
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Quem acessar o Portal da Transparência do governo federal (http://www.portaltransparencia.gov.br/ ) vai constatar que, no ano passado, a Coordenação de Administração da Polícia Federal (responsável pelas grandes operações do DPF) gastou R$ 6,34 milhões em diárias. Este ano, até agora, gastou apenas R$ 489 mil. Ou seja, 13 vezes menos. O que esse fato significa?

Primeiro, e não é segredo para ninguém, significa que o governo federal está fazendo um grande esforço para cortar gastos públicos. É o que recomendam os economistas para diminuir o deficit público, segurar a inflação e baixar os juros.

Mas significa também que, sendo a competência constitucional da Polícia Federal de âmbito nacional, sem viagens ou diárias, fica mais difícil fazer as investigações necessárias. Cumprir com sua missão. Fazer cumprir leis custa caro. Dado o caráter interestadual de grande parte das operações, diárias viabilizam leis. Sem elas, essas perdem efetividade.

A drástica diminuição de custos indica que não se trata de mero controle de desperdício, o que seria saudável. Para sua ação no Rio de Janeiro, a Polícia Federal gastou no ano passado, com diárias e passagens, R$ 1,41 milhão. Este ano, R$ 182 mil, ou seja, sete vezes menos. Em São Paulo, gastou R$ 2 milhões, contra R$ 88 mil agora; no Pará, R$ 1,12 milhão, contra R$ 175 mil. Existe uma correlação entre os gastos públicos de fiscalização e a efetividade da lei. É inevitável.

Não temos dados mais precisos. Mas tudo indica que o número de operações da Polícia Federal já diminuiu este ano. Controlado como já estava sendo feito, o aspecto de espetáculo e eventuais abusos e violações aos direitos individuais, pode-se perguntar: será bom para o país essa redução tão drástica dos meios disponíveis para a Polícia Federal? Muitas pesquisas de opinião pública mostram que a questão da segurança tende a passar, se é que já não passou, todas as demais questões — educação, saúde e desemprego — como preocupação maior do cidadão eleitor.

Cortar diárias é contabilmente fácil e midiaticamente positivo. Em geral, associa-se corte de diárias à redução de viagens burocráticas desnecessárias. Mas há diárias e diárias. Há viagens desnecessárias e viagens necessárias. No caso, as operações, por questões de segurança, são realizadas com efetivos locais e efetivos mobilizados de outros estados ou de Brasília. Não se trata de abrir excepcionalidades orçamentárias. Trata-se de selecionar cortes de gastos públicos que respeitem prioridades de interesse nacional. Defesa, segurança, Justiça e diplomacia são serviços públicos intransferíveis.

A sociedade se indigna com a corrupção, a improbidade administrativa, mas o Ministério da Justiça e a Polícia Federal veem seus recursos drasticamente reduzidos para que os fatos denunciados sejam eficientemente apurados. Cria-se clima político de desesperança.

Fica difícil obter uma melhor defesa da Amazônia, área de violência no campo e de desmatamento. Operações da Polícia Federal já foram aí reduzidas. O controle de contrabando de armas — que, como já alertou Beltrame, sustenta no Rio de Janeiro milícias e tráfico de drogas — fica também mais difícil. O Ministério da Justiça necessita desses recursos. Diárias, como no caso, por incrível que pareça, são gênero de primeira necessidade. Aqui não se discute, como na política econômica, a redução da presença do Estado. Aqui a sociedade precisa de mais e mais qualificada presença do Estado.

 

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